Casa de Nago Oluorogbo

NACAO NAGO

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Leopoldo Bettiol, iniciado por Iyánuké (Egba, Nigéria)l escreveu diversas obras sobre a Umbanda no Rio Grande do Sul. O Batuque na Umbanda, de 1963, publicada pela Editora Aurora, é a mais conhecida de todas. Nesta obra o autor faz uma abordagem sobre a etnia negra e a sistematização dos mitos e crenças e evolução do culto no Rio Grande do Sul, abordando as influências bantu e yorubá na Umbanda Gaúcha. Um rebuscado vocabulário de africanismos Jexá-Jêge-Oyó enriquece a obra mostrando a linguagem ritual dos "batuqueiros" gaúchos. O termo Batuque designa uma Religião Afro-brasileira de culto aos Orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina, que influenciou os ritos de Umbanda gaúchos. É fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô. Leopoldo Bettiol teve papel de destaque na organização do Segundo Congresso Nacional da Umbanda, realizado em 1961 no Rio de Janeiro, juntamente com Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Bandeira. Foi iniciado na nação Nago-Egbá por Iyánuke, Nigeriana vinda de Egbá. sendo o iniciador de Paulo Menezes de Xango Agandju (Emanuel Zespo), autor do Livro: Codificando a Umbanda, amigo de Oliveira Magno (Edson Carneiro). Professor Paulo Menezes (Sao Paulo, Sao Vicente, Ordem Rosa Cruz de numero 127) por sua vez iniciara diversos Zeladores herdeiros da Nação Nago na Cidade de Pelotas-RS, dentre eles Paulo de Castro e Silva e Prof. Ze Coelho (Instituto de Pesquisa e Praticas Espiritualistas) e Ibrain Atalla Chefe (Sociedade Espiritualista Rio Grande do Sul - 29/07/1950). João de Alafin Exe teria sido um dos herdeiros do axé de Ibrain que viria em 1999 iniciar Baba Kejaiye na liturgia nagô-yoruba e mais tarde na liturgia nago-vodun. Aqui esta a primeira Nação do Batuque, aqui nesta cidade encontra-se o berço desta Instituição.



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